domingo, 4 de maio de 2014

OS CEMITÉRIOS MAIS ESTRANHOS DO MUNDO

Lugares onde a história, a arquitetura e o mistério dividem espaço com o silêncio

Visitar um cemitério pode parecer, à primeira vista, um programa pouco convencional. Mas alguns deles estão entre os lugares históricos mais fascinantes do mundo. Entre lápides antigas, esculturas, mausoléus, catacumbas e personagens famosos, esses espaços guardam histórias que atravessaram séculos.

Mais do que locais de descanso, muitos cemitérios funcionam como verdadeiros museus a céu aberto. Suas lápides revelam costumes, crenças, tragédias e personagens que ajudaram a construir a história de suas cidades.

Prepare-se para conhecer seis lugares onde morte, memória, arquitetura e mistério se encontram.


1.  O CEMITÉRIO JUDAICO DE PRAGA

No coração de Josefov, o antigo bairro judeu de Praga, existe um dos cemitérios mais impressionantes da Europa.

O antigo Cemitério Judaico esteve em funcionamento entre 1439 e 1787 e possui milhares de lápides. A falta de espaço fez com que os sepultamentos fossem realizados em camadas, criando o aspecto extraordinário que podemos observar atualmente. O Museu Judaico de Praga informa que existem cerca de 12 mil lápides preservadas, enquanto pesquisadores estimam que os sepultamentos possam ter ocorrido em várias camadas abaixo da superfície. 

 UM CEMITÉRIO EM CAMADAS

O que torna o lugar tão singular é justamente a maneira como as sepulturas foram acumuladas.

As lápides parecem surgir umas entre as outras, formando uma paisagem quase surreal.

É como se diferentes períodos da história estivessem sobrepostos no mesmo espaço.

 UM LUGAR MARCADO PELA HISTÓRIA

Próximo ao cemitério está a Sinagoga Pinkas, associada à memória das vítimas judias do genocídio nazista. O conjunto do bairro transforma a visita em uma experiência que vai muito além da simples observação de túmulos.

As lápides muito próximas umas das outras são uma das características mais marcantes do local. O cemitério funcionou de 1439 a 1787 e possui cerca de 12 mil lápides preservadas.


2.  ROMA — O CEMITÉRIO PROTESTANTE

Roma é conhecida por suas igrejas, ruínas e monumentos antigos. Mas existe um lugar particularmente diferente: o Cemitério Protestante, localizado próximo à famosa Pirâmide de Céstio.

A paisagem combina vegetação, antigas sepulturas e a enorme pirâmide de pedra que domina o cenário.

Segundo o texto-base, o cemitério funciona desde o século XVIII e recebeu sepultamentos de estrangeiros não católicos que viviam ou morriam em Roma.

O TÚMULO DE JOHN KEATS

Entre os nomes associados ao local está o poeta inglês John Keats, morto em Roma em 1821.

Seu túmulo tornou-se um ponto de interesse para admiradores da literatura inglesa.

Também está ali o poeta Percy Bysshe Shelley, cuja vida foi marcada por acontecimentos dramáticos e cuja morte ocorreu após um naufrágio.

O resultado é um lugar que parece combinar literatura, tragédia e arquitetura antiga em uma mesma paisagem.

A Pirâmide de Céstio cria um cenário extremamente incomum entre os túmulos e jardins do cemitério.


3.  AS CATACUMBAS DE ROMA

Se os cemitérios tradicionais já despertam curiosidade, imagine descer vários metros abaixo do solo e caminhar por corredores escavados na pedra.

É exatamente essa a experiência proporcionada pelas antigas catacumbas romanas.

O texto apresenta as catacumbas de Santa Domitila, Santa Priscila, San Callisto e San Sebastiano como algumas das mais conhecidas.

 UMA CIDADE DEBAIXO DA CIDADE

As catacumbas formam uma verdadeira rede subterrânea.

Corredores estreitos conduzem a nichos funerários, câmaras e espaços que testemunham diferentes períodos da história romana.

Algumas ficaram particularmente associadas à história dos primeiros cristãos, que utilizaram esses espaços funerários em períodos de perseguição.

A sensação de caminhar por esses corredores é completamente diferente daquela de visitar um cemitério convencional.

Aqui, a morte não está apenas ao redor do visitante — ela está literalmente sob seus pés.

Corredores subterrâneos, nichos funerários e paredes escavadas na rocha transformam as catacumbas em uma das partes mais misteriosas da história de Roma.


4.  PARIS — PÈRE-LACHAISE

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Poucos cemitérios do mundo possuem tantos nomes famosos reunidos em um único lugar quanto o Père-Lachaise, em Paris.

O cemitério foi inaugurado em 1804 e atualmente é conhecido como um verdadeiro museu de arte funerária a céu aberto, com milhares de túmulos, esculturas, mausoléus e monumentos. 

Entre seus famosos sepultados estão escritores, músicos, artistas e personalidades históricas.

 O TÚMULO DE OSCAR WILDE

Um dos monumentos mais curiosos é o túmulo do escritor Oscar Wilde, projetado pelo escultor Jacob Epstein.

Durante anos, admiradores deixaram marcas de batom sobre o monumento, o que acabou levando à instalação de uma proteção de vidro para preservar a escultura. 

 JIM MORRISON

Mas nenhum túmulo do Père-Lachaise desperta tanta curiosidade quanto o de Jim Morrison, vocalista do The Doors.

O local tornou-se uma espécie de ponto de peregrinação para fãs de música.

O próprio turismo oficial da região de Paris destaca o túmulo de Morrison como o mais visitado do cemitério. 

O texto original também menciona a enorme quantidade de visitantes e os problemas causados por fãs que retiravam objetos e elementos da sepultura.

O famoso cemitério parisiense reúne túmulos, esculturas e monumentos de inúmeras personalidades. O túmulo de Oscar Wilde é especialmente conhecido por sua escultura monumental.


5. LONDRES — HIGHGATE CEMETERY

No norte de Londres existe outro cemitério que parece ter saído diretamente de um romance gótico.

O Highgate Cemetery é conhecido por suas trilhas arborizadas, monumentos funerários e túmulos históricos.

O texto destaca a divisão entre as áreas Ocidental e Oriental e descreve o local como um verdadeiro museu ao ar livre.

ESCRITORES, CIENTISTAS E PENSADORES

Entre os nomes associados ao cemitério está Karl Marx, cujo monumento é facilmente reconhecido pelo grande busto colocado sobre a sepultura.

O monumento de Marx foi realizado por Laurence Bradshaw em 1956 e tornou-se uma das imagens mais conhecidas do Highgate Cemetery.

O ambiente ao redor — árvores, lápides antigas e caminhos estreitos — contribui para a atmosfera peculiar do lugar.

Entre árvores e monumentos antigos, o cemitério possui uma atmosfera que lembra um cenário gótico. O monumento de Karl Marx é um dos mais conhecidos do local.


6. NOVA YORK — UM CEMITÉRIO ENTRE ARRANHA-CÉUS

Imagine caminhar por uma área cercada por enormes edifícios modernos e, de repente, encontrar uma pequena igreja histórica cercada por lápides antigas.

É essa a sensação proporcionada pelo cemitério junto à St. Paul's Chapel, em Manhattan.

O texto destaca justamente o contraste entre as antigas lápides e o gigantesco distrito financeiro de Nova York.

O PASSADO NO MEIO DA CIDADE

Ao redor da igreja existem túmulos históricos, enquanto os arranha-céus modernos dominam o horizonte.

Essa combinação cria uma das paisagens mais curiosas da lista:

séculos de história comprimidos em poucos metros, cercados pela Manhattan moderna.

Entre as pessoas associadas ao local estão figuras importantes da história americana, além do inventor Robert Fulton.

Aqui está um dos contrastes mais interessantes: lápides históricas cercadas pela arquitetura moderna de Manhattan.


7. O MISTERIOSO CEMITÉRIO DA ILHA MARTÍN GARCÍA

Nossa última parada fica bem longe dos grandes centros europeus.

No Rio da Prata, a pequena ilha Martín García, na Argentina, guarda um cemitério que se destaca por uma característica bastante incomum.

O texto descreve um local cercado por vegetação, onde antigas cruzes aparecem entre flores silvestres e ervas daninhas.

O MISTÉRIO DAS CRUZES

O detalhe mais curioso está nas próprias cruzes.

Segundo o texto-base, muitas delas apresentam o braço transversal inclinado diagonalmente, diferindo do formato tradicional da cruz cristã.

Já surgiram diferentes explicações para essa característica.

Uma delas relaciona as cruzes às mortes provocadas por uma epidemia de febre amarela.

Mas o próprio texto ressalta que essa explicação não resolve completamente o mistério.

E talvez seja justamente essa ausência de uma resposta definitiva que torne o lugar tão intrigante.

O pequeno cemitério da ilha possui sepulturas brancas e cruzes que se destacam em meio à vegetação. Uma imagem real do local mostra justamente esse aspecto peculiar.


ENTRE A HISTÓRIA E O MISTÉRIO

Cemitérios podem parecer lugares silenciosos e esquecidos. Mas, quando observados com atenção, revelam muito sobre as sociedades que os construíram.

  • As lápides contam histórias.
  • As esculturas revelam crenças.
  • Os mausoléus mostram a arquitetura de diferentes épocas.
  • E os túmulos de pessoas famosas transformam esses espaços em verdadeiros arquivos da memória humana.

De Praga a Roma, de Paris a Londres, de Nova York à pequena ilha Martín García, cada um desses lugares possui uma atmosfera própria.

Talvez seja justamente isso que os torne tão fascinantes: eles não são apenas lugares onde os mortos descansam — são lugares onde o passado continua vivo.

Lugares abandonados: encantadores e sombrios

Lugares abandonados:Você teria coragem de se aventurar a fazer turismo em um desses lugares?

Lugares que parecem sonho, ou filme de terror. Plantas se apoderando de casas, a natureza invadindo, corroendo, se integrando. Deixe algo ao ar livre e não demora será esquecido, dominado. A força da natureza é impressionante e tem o poder de modificar palácios de tal forma que deixa um ar surrealista. Cambodja, Itália, Bulgária, Brasil, em todo canto há um lugar como esse, esquecidos pelos humanos e adotado pela natureza. Vamos ver uma lista com os 10 mais incríveis lugares abandonados?
Monumento submerso em San Fruttuoso, Itália

Erguida em homenagem a um mergulhador italiano

San Fruttuoso: estátua submersa

A estátua parece celebrar os peixes à sua volta!

Estátua de bronze Italia: homenagem a mergulhador


Cidade abandonada de Keelung, Taiwan

Localizada em um porto de Taiwan. Teria coragem de passar uma noite nesse prédio?

Lugar abandonado em Taiwan


Kolmanskop, no deserto da Namíbia

Uma casa que foi invadida pela implacável areia do gigante deserto

Sonho ou realidade?


Casa do Partido Comunista Búlgaro

Na foto o homem parece estar sendo abduzido!

Imagem de tirar o fôlego


Hotel del Salto na Colômbia

O belo e sombrio hotel se equilibra no despenhadeiro

Hotel Del Salto, na Colômbia


Angkor Wat, no Camboja

Um dos lugares abandonados mais famosos do mundo. Muito visitado por turistas (para passagens aéreas mais baratas, não esqueça que clicando aqui em Submarino Viagens você tem imperdíveis cupons de desconto do Cupom)

Muito apreciado por turistas


Spreepark, parque abandonado em Berlim

Esse eu conheço! O parque soviético abandonado, os brinquedos enormes e jogados. Sinistro!

Parque grande e abandonado


Nara Dreamland, Japão

Quase parece um sonho! O fotógrafo captou uma luz que deixa tudo mais misterioso

Parece um pesadelo!


Ruínas de São Miguel Arcanjo, no RS, Brasil

O Brasil também entrou na lista dos lugares abandonados. O sol acaba por deixar menos sinistras as ruínas

São Miguel Arcanjo


O navio SS Ayrfield, na Austrália

Curiosamente uma floresta nasceu dentro desse navio abandonado!

Uma floresta em um navio

sábado, 3 de maio de 2014

A teoria da Pixar



Mesmo se você for um grande fã da Pixar, é possível que você tenha deixado passar esseeaster egg não só em um filme como em quase todos feitos pela produtora de animações.
Só mesmo os maiores fãs da Pixar conhecem esse segredo.
O que é esse misterioso código A113 e o que ele significa? Por que ele aparece com tanta frequência nos filmes da Pixar/Disney?
Vamos descobrir!
A primeira vez que vimos esse código, A113, foi na placa do carro de pizza em “Toy Story”
Fonte: imgur.com
Apareceu de novo numa caixa em “Vida de Inseto”, mas talvez tenha sido só uma coincidência…
Fonte: imgur.com
Em “Procurando Nemo” a gente pode ver na câmera do mergulhador… Ok, isso não pode ser por acaso.
Fonte: imgur.com
Também apareceu nas coordenadas do Sr. Incrível em “Os Incríveis”
Fonte: imgur.com
Em “Carros” apareceu duas vezes: uma no vagão do trem…
Fonte: imgur.com
… e outra na placa de Martin.
Fonte: imgur.com
Em “Ratatatouille” também apareceu…
Fonte: imgur.com
Em “Wall-E” era um código para que todos evacuassem o planeta Terra. Estranho.
Fonte: imgur.com
É possível que você tenha deixado passar em “Up!” por estar chorando demais para perceber detalhes…
Fonte: imgur.com
Também foi possível ver em um avião…
Fonte: imgur.com
… em uma tela…
Fonte: imgur.com
… e de novo na placa de Martin em “Carros 2″.
Fonte: imgur.com
Só os melhores olhos conseguiriam perceber a marcação em “Valente”
Fonte: imgur.com
Era uma porta em “Universidade Monstros”
Fonte: imgur.com
Curiosamente, também já apareceu em outros filmes que não são da Pixar como “Lilo e Stitch”
Fonte: imgur.com
Olha aí a aparição em “O Gigante de Ferro”
Fonte: imgur.com
Novamente para todos verem no filme “A Princesa e o Sapo”
Fonte: imgur.com
Fácil de perceber em “A Torradeira Valente”
Fonte: imgur.com
Você também pode ver em “Os Vingadores”…
Fonte: imgur.com
… duas vezes!
Fonte: imgur.com
Não só em filmes… o código também já apareceu em programas de TV como “American Dad”…
Fonte: imgur.com
… e também “Os Simpsons”.
Fonte: imgur.com
Então, o que significa A113? Uma conspiração? Uma aliança secreta?
Fonte: imgur.com
Não! É apenas o número de uma sala no Instituto de Artes da Califórnia onde muitos animadores começaram seus estudos…
Fonte: imgur.com
Eu acho que para esses criadores de animação, colocar A113 em seus trabalhos é uma forma de homenagear e saudar tudo que viveram nos tempos em que passavam horas estudando. Eu nunca iria imaginar que tantos filmes tivessem essa ligação singela e (quase) despercebida.
Atualização: Teoria Pixar
Graças aos leitores do Awebic esse post foi um verdadeiro sucesso e entrou no hall da fama do site em menos de um dia. Muito bom! ;-)
Para completar ainda mais o post, estou fazendo essa atualização para mencionar a Teoria Pixar — até porque tem muita gente deixando essa dica nos comentários. A base da teoria consiste em que todos os filmes da Pixar acontecem em diferentes momentos de uma gigantesca linha do tempo. E que todos os eventos que acontecem em algum filme influencia o que acontece em outros.
A teoria foi escrita por Jon Negroni no Mashable. O Pedro Turambar traduziu o texto e publicou no Judão, é uma leitura muito gostosa: clique aqui para ler.
Para quem prefere o formato de vídeos, aperte o play aí embaixo e veja o Felipe Castanharido Canal Nostalgia explicando tim-tim por tim-tim.

https://www.youtube.com/watch?v=382kvOuYwkA&feature=youtu.be

segunda-feira, 14 de abril de 2014

6 tipos de fenômenos astronômicos que acontecerá em 2014

telescopio
Desde a antiguidade, o céu fascina os homens. Estrelas, planetas e outros corpos celestes nos ajudaram a acumular conhecimento sobre a origem do universo e seu funcionamento. Foi graças à observação astronômica que conseguimos, por exemplo, entender o ciclo das estações do ano e dominar a agricultura. Milhares de anos depois, continuamos olhando para o céu. Seja para estudá-lo, tirar belas fotos ou simplesmente curtir um momento contemplativo-filosófico diante da imensidão acima de nossas cabeças. Veja o calendário com os principais fenômenos astronômicos observáveis em 2014: 

1. Eclipses Solares

Os eclipses ocorrem quando quando Sol, Terra e Lua se alinham. Quando a Lua fica entre os dois corpos, temos o eclipse solar. Como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Nova, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.
Uma parte da superfície da Terra é encoberta pela sombra projetada pela Lua e os observadores dessa área veem nosso satélite bloqueando totalmente ou parcialmente a luz do Sol.
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Um tipo especial de eclipse é o anular,  quando o diâmetro aparente da Lua não é suficiente para cobrir o disco solar e deixa um “anel” visível. Infelizmente, os eclipses solares não podem ser vistos pelo mundo todo e o Brasil não testemunhará nenhum em 2014. “A sombra que a Lua projeta é muito pequena e, por isso, são vistos de poucos lugares”, explica o professor Roberto Costa, chefe do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.
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Como observar: Jamais olhe diretamente para o Sol! Seus olhos podem ser danificados permanentemente! O ideal é ver projeções indiretas, usando um espelho para refletir o fenômeno em uma superfície, por exemplo. Os filtros caseiros, como negativos de filme, radiografias e disquetes (se é que alguém ainda tem isso em casa) devem ser evitados, pois não bloqueiam raios nocivos e dão a falsa impressão de que é seguro fitar o Sol por longos períodos.
Curiosidade: O primeiro registro de um eclipse solar total foi feito na Mesopotâmia, no ano 1375 a.C. Os caldeus e os babilônicos já previam eclipses há 3000 anos, baseados nos dados de observação acumulados durante séculos. “Como hoje sabemos com precisão os movimentos orbitais da Lua em torno da Terra e da Terra em torno do Sol, é possível prever eclipses com milhares de anos de antecedência”, afirma Costa.
29 de abril:
Eclipse solar anular
De onde poderá ser visto: De parte da Antártida e da Austrália.

23 de outubro:
Eclipse solar parcial (apenas uma parte do Sol é escondida pela Lua)
De onde poderá ser visto: Ao norte do Oceano Pacífico e da América do Norte.

2. Eclipses lunares

Quando é a Terra que fica entre o Sol e Lua, ocorrem os eclipses lunares. Novamente, como o plano da órbita da Lua está inclinado 5,2° em relação ao plano da órbita da Terra, os eclipses não ocorrem em toda Lua Cheia, mas apenas naquelas que passam pelo ponto de cruzamento entre as duas órbitas.

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Wikimedia Commons / Jiyang Chen

A Terra projeta uma sombra na Lua, que pode ficar com uma coloração avermelhada, na área da penumbra, ou mais escura e cinza, quando a Lua entra na umbra. O fenômeno pode ser observado a olho nu, desde que seja noite durante o eclipse, que dura pode durar até cerca de 4 horas, e a Lua esteja acima do horizonte.
Curiosidade: a coloração avermelhada acontece por conta da refração e dispersão da luz do Sol na atmosfera terrestre, que desvia apenas alguns comprimentos de onda. É o mesmo fenômeno que acontece durante o nascer e o pôr do sol.


15 de abril
Eclipse lunar total (quando a Lua entra totalmente na sombra da Terra)
De onde poderá ser visto: do leste da Ásia, leste da Austrália, Oceano Pacífico, América do Norte, América do Sul e Oceano Atlântico. A partir das 2h58, como a Lua estará bem acima do horizonte, poderá ser visto de todo o Brasil!

8 de outubro
Eclipse lunar total
De onde poderá ser visto: Do leste da Ásia, Austrália, Oceano Pacífico e da América do Norte.


3. Chuvas de Meteoros

O meteoro, conhecido popularmente como “estrela cadente”, é um fenômeno luminoso que acontece devido à entrada de um fragmento de rocha (meteoroide), geralmente deixados para trás por cometas, na atmosfera da Terra. Devido a alta velocidade, esses meteoroides entram em combustão ao entrar em contato com oxigênio, e produzem um rastro de luz que dura poucos segundos no céu – é aqui que passam a ser chamados de meteoros.

chuva-meteorosos
Juan Carlos Casado (TWAN, Earth and Stars)

Podemos ver meteoros a olho nu, com frequência, no céu noturno.  Mas quando a Terra passa por um local onde há acúmulo de meteoroides, eles são atraídos pela gravidade e há uma incidência acima do normal, que parece vir de um mesmo ponto do céu, que é chamado radiante.
A chuva é nomeada de acordo com a constelação na direção de onde os meteoros parecem vir, o chamado radiante. A Taxa Horária Zenital (THZ) corresponde ao número de meteoros que um observador poderá ver no período de uma hora, se o radiante estiver situado no zênite (o ponto mais alto do céu).
Curiosidade: a cor de um meteoro pode revelar a sua composição! A cor amarela provém do ferro; azul ou verde é do cobre; cor alaranjada é resultado do sódio presente na rocha; o vermelho provém do silicato e a cor roxa é do potássio.
21 e 22 de abril
Lirídeas
Radiante: na direção da constelação de Lira.
THZ: 20 meteoros

5 e 6 de maio
Eta Aquarídea
Radiante: na direção da constelação de Aquário
THZ: 30 meteoros

27 e 28 de julho
Delta-Aquarideas
THZ : 10 meteoros
Radiante:  na direção da constelação de Aquários

12 de agosto
Perseidas, conhecidas popularmente como “lágrimas de San Lorenzo”
Radiante: na direção da constelação de Perseu
THZ: 15 meteoros

22 de outubro
Orionídeas
Radiante: na direção da Constelação de Órion, onde ficam as chamadas “Três Marias”.
THZ: 25 meteoros.

13 de dezembro
Geminideas
Radiante: Constelação de Gêmeos
THZ: 75 meteoros.


4. Passagem de cometas

Cometa é um corpo pequeno do Sistema Solar, composto basicamente por gases e poeira congelados, que gira ao redor do Sol. Quando ele se aproxima do Sol, o gás e a poeira do núcleo sólido evaporam, formando uma nuvem extensa, chamada coma. O vento solar “varre” o material para a direção oposta, formando a famosa cauda. Nem todo cometa tem cauda e alguns podem apresentar mais de uma.

mcnaught
Cometa McNaught/NASA

Se um cometa for pequeno demais, dificilmente “sobrevive” à passagem pelo Sol antes mesmo de completar uma órbita. Praticamente todo seu material evapora e ele se desintegra ou pode colidir com o Sol. É um momento de grande expectativa para os astrônomos!
Para que possamos ver um cometa a olho nu, ele precisa ser brilhante o suficiente e estar próximo da Terra. Os astrônomos usam a unidade magnitude para classificar o brilho aparente do astro. Curiosamente, quanto maior o brilho, menor é a magnitude. Vega é a estrela utilizada para comparação e tem magnitude 0. A magnitude aparente da Lua cheia é -12,6, enquanto a magnitude da estrela Sirius, a mais brilhante do céu, é -1,45. “Em uma noite sem nuvens, longe das luzes e da poluição, conseguimos observar a olho nu astros com magnitudes entre 6 e 7. Para cometas com maiores magnitudes, é necessário utilizar algum instrumento – como binóculos, luneta ou telescópio”, explica Diana Gama, doutoranda em Astrofísica no IAG/USP que faz oatendimento ao público da instituição.
Os cometas mais brilhantes de 2014 (com informações do Rede de Astronomia Observacional):
serão:
C/2012 K1 Pan-STARRS
Quando: de março a dezembro
Magnitude: 6
Como observar: O melhor mês para observação é a partir de setembro, ao amanhecer. Ele estará próximo à constelação de Câncer. No início de novembro, ele já será visível após a meia-noite na constelação do Pintor, ainda com magnitude 6. Dezembro será o mês em que o cometa atinge magnitude 8, encerrando seu período de visibilidade no primeiro mês de 2015.

C/2013 A1 Siding Spring
Quando: de julho a dezembro
Magnitude: 7,5
Como observar: Em setembro esse cometa estará favorável para ser observado a partir do hemisfério sul, com a ajuda de um telescópio modesto. Na segunda semana de setembro, o cometa atinge seu brilho máximo enquanto passa pela constelação do Pavão. O interessante é que esse cometa passará pertinho do planeta Marte ao anoitecer dos dias 19 e 20 de outubro.

C/2013 V5 Oukaimeden
Quando: de agosto a outubro
Magnitude: 6
Como observar: Esse cometa poderá ser visto de madrugada, a partir da segunda quinzena de agosto entre as constelações de Órion e Unicórnio, com magnitude 10. Alcançará seu brilho máximo entre os dias 16 e 18 de setembro, passando a ser visível no período vespertino com magnitude 6. No início de outubro o cometa fica menos brilhante, sendo visível após o pôr do Sol na direção da constelação de Libra.

209P/LINEAR
Quando: De maio a junho
Magnitude: 10,5
Como observar: Cálculos sugerem que a passagem desse cometa em 2014 será bastante favorável para observadores do hemisfério sul. No dia 19 de maio, inicia-se o período de visibilidade ao anoitecer, na direção da constelação de Ursa Maior, com magnitude 12. A maior aproximação do astro ocorrerá no dia 28 de maio, onde o cometa pode ser visto nas proximidades da constelação de Hidra Fêmea. No mês de junho o astro volta a ter magnitude 11, visível na constelação de Cruzeiro do Sul.

Curiosidade: Halley, o mais famoso dos cometas, nos visita a cada 76 anos e atualmente continua se afastando de nós. Atingirá seu ponto mais distante do Sol, o chamado afélio, em 2023 e só então começará a retornar. Ele deve aparecer por aqui novamente em 2061, quando atinge o ponto mais próximo do Sol – o periélio. O Cometa Halley é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, seu núcleo é mais escuro do que o carvão, porém como vemos a luz do Sol refletida na superfície de poeira e gelo, ele parece brilhante para nós.

5. Superlua

É a ocasião na qual o nosso satélite natural se encontra mais próximo da Terra. Em geral ocorre uma vez por ano, na sua fase nova ou cheia. Por estar mais próxima da Terra, vemos Lua mais brilhante que o normal e ela pode parecer até 14% maior em tamanho.

superlua
Soniadcm / Wikimedia Commons

Em média, a Lua encontra-se a uma distância de 384.400 km da Terra. Quando está mais longe, a Lua fica a até 405.696 km do nosso planeta. Porém, em um evento como a Superlua, essa distância pode chegar a 363.104 km. No dia 10 de agosto, às 17:44, a distância da Lua a Terra será de 356.896 km.
Quando: 10 de agosto

6. Planetas

Vale a pena olhar para o céu e saber que aqueles pontinhos brilhantes não são estrelas, mas planetas!

Oposição de Marte
Quando: 8 de abril
Marte estará a 93 milhões de quilômetros da Terra, a menor distância desde 2007. É uma ótima oportunidade para observação.
O planeta vermelho estará na direção da na Constelação Virgem, terá 1/124 do diâmetro aparente da Lua Cheia, e magnitude de -1.48, brilho comparável ao de Sirius (a estrela mais brilhante do céu).

Conjução Vênus e Júpiter
Quando: 18 de agosto
Vênus e Júpiter estarão muito próximos um do outro no céu uma hora antes de amanhecer nesse dia – mas não se engane: não é uma proximidade física, apenas aparente! Será a conjunção mais próxima de dois planetas visíveis a olho nu em 2014, com apenas 15’ (15 minutos) de distância entre eles. Para se ter uma ideia, estenda o braço em direção ao céu. A área encoberta pelo dedo mindinho equivale a 1 grau (1°), ou 60’ (minutos do arco).