segunda-feira, 24 de abril de 2017

SOBRE O OBELISCO


O obelisco foi criado pelo povo da antiga Suméria, prova disso, o historiador grego Diodoro da Sicília 90 a.C. a 30 a.C. falou de um obelisco de 40 metros de altura que foi erigido pela Rainha Semiramis da Suméria. A Bíblia menciona uma imagem tipo obelisco de aproximadamente três metros de largura e 30 metros de altura. "...se prostraram todos os povos, nações e línguas, e adoraram a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado na Babilônia" (Daniel 3:1-7).
Mas foi no Egito, que o uso do obelisco foi melhor conhecido. O objetivo desses monumentos é honrar o grande panteão de deuses e significa o pênis ou falo de; Rá, Baphometh (cabra de mendes) G.A.D.U.(o arquiteto universal), Jabulom, Abadon, Baal, etc.
Como os Egípcios deram grande importância para esta estátua, eles logo foram grandes mestres nesse tipo de escultura, eles criaram até uma lenda. 



Prédio do Oficial do Jornal do Partido Comunista na China

"Osíris foi um rei do Egito que se casou com a sua irmã Isis. Set, seu irmão, pretendia roubar o trono e assim planejou a morte de Osíris. Ele enganou Osíris e o fez entrar numa caixa dourada. Assim que ele entrou, Set pregou a tampa da caixa e a atirou no rio Nilo. A caixa foi levada para Byblos (antiga Fenícia, hoje é a Síria), de onde veio parar no tronco de uma árvore de Tamarisco ou árvore de Acácia, com Osíris morto ainda dentro. Isis descobriu o que Set tinha feito a Osíris, então ela partiu para encontrar o seu marido.

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Parque Haesindang - Shinnam - Coréia do Sul

Uma visão a levou a Byblos, onde ela recuperou o seu corpo e o levou de volta para o Egito. Mas Set roubou o corpo de Osíris e o partiu em quatorze pedaços, os quais ele espalhou por todo o Egito para impedir que Osíris voltasse à vida novamente. Isis recuperou todos os pedaços com a exceção de um – o pênis – e deu a Osíris um enterro adequado. Seu filho, Hórus, vingou a morte de seu pai matando Set. Seu outro filho, Anúbis, ressuscitou-o com o “aperto de leão”. Havendo triunfado sobre a sepultura, Osíris agora reina como rei e juiz dos mortos. O pedaço de Osíris que Isis nunca recuperou foi seu pênis, o qual Set havia jogado no Nilo onde foi comido pelos peixes. Sempre muito engenhosa Isis inventou um órgão artificial o obelisco, em torno do qual os egípcios estabeleceram um culto, ou festival da Pedra Bem Ben, Falo, Pênis ou Obelisco era em si um símbolo fálico (peniano) de Osíris, Ra ou fertilidade em geral, era um símbolo de paternidade, a pedra que gerou”.


Príapo deus da Fertilidade

Para os Antigos Egípcios às Pedras Bem Ben, Falo ou Obeliscos, foram erigidos para agradecer o deus Sol Rá por sua proteção e pelas vitórias concedidas aos soberanos egípcios, bem como para pedir favores. O formato dos Obeliscos deram origens às primeiras Pirâmides, pois os sumerianos já o faziam séculos antes da primeira pirâmide ser construída. Eles representam os raios de sol que aquecem e iluminam a terra. Além disso, os obeliscos eram usados para glorificar os faraós. Suas inscrições descrevem vários governantes egípcios como "amado de Rá" ou "belo... como Atum", que era o deus do sol do fim do dia. Uma dessas inscrições fala a respeito da perícia militar de um faraó: "Seu poder é como o de Montu (deus da guerra), o touro que esmaga terras estrangeiras e mata os rebeldes". Os primeiros obeliscos do Antigo Egito foram erigidos na cidade egípcia de Junu (a Om bíblica), que se significa "Cidade da Coluna", se referindo aos próprios obeliscos.


O Kanamara Matsuri ou Festival do Falo de Aço no Japão

Os gregos chamavam Jonu de Heliópolis, que quer dizer "Cidade Sol", visto que era o principal centro egípcio para a adoração do Sol. O nome grego Heliópolis corresponde ao nome hebraico Bete - Semes que significa "Casa do Sol". O livro bíblico profético de Jeremias fala sobre a destruição das colunas de Bete Semes que está na terra do Egito. Isso pode referir-se aos obeliscos de Heliópolis. “E quebrará as estátuas de Bete Semes, que está na terra do Egito;
Jeremias 43:13”.

Para os maçons illuminatis que em 1800 estavam buscando no escuro alguma iluminação mística, o obelisco era o único símbolo arquitetônico de Osíris ainda em existência. Como alguns historiadores maçônicos afirmam, Hiram Abiff é realmente Osíris renascido, não poderia haver maior prova de ascendência maçônica no mundo moderno do que obeliscos egípcios impostos pelos maçons no coração das grandes cidades do ocidente. Estes também simbolizariam Boaz e Jachim, os dois pilares que os maçons dizem que foram construídos em frente do templo de Salomão, imitando os dois obeliscos na entrada dos templos egípcios.



Igreja Católica de Rabanales - Espanha

Sociedades secretas como a Maçonaria, Rosas Cruzes, Illumnatis (que na verdade são todos um só), Golden Dawn, Esoterismo, Wicca e outras organizações ocultas continuam a usar essas imagens para marcar pontos de governo como estruturas religiosas em praças ao redor do mundo. Obeliscos também são comumente utilizados para marcar os túmulos de maçons proeminentes.

O Obelisco que aparece na Bíblia, é conhecido como Postes Ídolos ou Imagem.


Originalmente, o obelisco estava associado com a adoração do sol, um símbolo de Baal (que era um dos títulos de Ninrode). Os antigos Sumerianos vendo que o sol dava vida às plantas e ao homem olhavam para o sol como um deus, o grande doador da vida. Para eles, o obelisco também tinha um significado sexual. Sabendo que através da união sexual era produzida à vida, o falo (o órgão masculino da reprodução) era considerado (junto com o sol) um símbolo de vida. Estas eram as crenças representadas pelo obelisco sumeriano.


A palavra "Imagem ou Imagens" na Bíblia é a tradução de várias palavras hebraicas diferentes. Uma destas palavras Matzebah, significa imagens de pé ou obeliscos (I Reis 14:23; Il Reis 18:4; 23:14; Jer. 43:13; Miquéias 5:13). Outra palavra é Harnmanim que significa imagens do sol, imagens dedicadas ao sol ou obeliscos (Isaias 17:8; 27:9).



Phallus ou Pênis Alado


Quando os israelitas misturaram adoração pagã com sua religião nos dias de Ezequiel, eles erigiram uma "imagem de ciúmes na entrada" do templo (Ezequiel 8:5). Esta imagem era um obelisco, o símbolo do falo, pois (como afirma Scofield) eles eram "dados aos cultos fálicos." Colocar um obelisco na entrada de um templo pagão era uma prática mais que normal naquele tempo. Uma permanecia à entrada do templo de Rum e outra na frente do templo de Hathor, a "habitação de Horus" (Tamuz).

Há alguns obeliscos originais do Egito Antigo que estão em lugares como Istambul, Londres, Paris, Roma e Nova York



 Praça do Ibirapuera - São Paulo 
A praça foi projetado para se assemelhar à uma Vagina, com o Pênis ou Obelisco no centro, para mostrar o poder, de quem domina e de quem é dominado


Praça do Ibirapuera - São Paulo
Como tem o desenho de uma Vagina, passa totalmente despercebido do público comum, observe que o Pênis (Obelisco) fica em uma posição estratégica, como se penetrado na praça/vagina.
Obelisco da Praça São Pedro - Roma

Calígula, em 37-41 d.C. fez o obelisco que está agora no Vaticano, ser trazido de Heliópolis, Egito, para seu circo no Monte Vaticano, onde agora esta a Catedral de São Pedro. Heliópolis não é senão o nome grego de Bethshemesh, que era o centro da adoração do sol do Egito nos dias antigos. No Velho Testamento estes obeliscos que permaneciam ali eram mencionados como as Imagens de Bethshemesh (Jer 43:13). Em 1586, a fim de colocá-lo no centro da praça diante da igreja de São Pedro, ele foi  movido para sua atual localização por ordem do papa Sixto V. Muitos recusaram a tentar, pelo fato de o papa ter sentenciado à pena de morte qualquer um que deixasse o obelisco cair e ou quebrar.


A Alameda dos Baobás

O local privilegiado concentra 70 árvores gigantescas de espécie que só existe no oeste da ilha

A Alameda dos Baobás, ícone de Madagascar, revela dezenas de árvores da espécie 

Existem poucos lugares no mundo onde tenho um prazer imenso ao regressar. A Alameda dos Baobás, em Madagascar, é uma dessas paisagens que não me canso de ver e de redescobrir! Ainda mais com as luzes do pôr do sol.
A Alameda ou Avenida dos Baobás é uma concentração natural de dezenas de baobás que margeiam a Rodovia Nacional 8. As árvores estão alinhadas como se tivessem sido plantadas para decorar o caminho de chão e poeira que liga Morondava aos vilarejos mais ao norte. Foi o acaso das sementes que brotaram há vários séculos que acabou desenhando uma avenida que é única no mundo e que atrai milhares de visitantes por ano.
Voltei a Madagascar neste mês de outubro, 11 meses depois da minha visita em 2015. Bastou chegar um pouco antes da temporada de chuva para encontrar bem menos água na região. Sem as primeiras chuvas, o belo laguinho que se forma em frente às árvores ainda não existia. Uma pena, pois a foto do reflexo dos baobás que exploramos de todos ângulos e cores em 2015 não aconteceu!
Nesse fim de tarde, enquanto esperávamos o sol descer, o biólogo Axel Katz e eu resolvemos contar o número de árvores gigantes existentes na planície. Como o baobá é fácil de ser identificado, bastou passar os olhos ao redor e contar todos os que estavam a 360º. Chegamos ao número de 70, considerando os que estavam mais longe – até uns 300 metros de distância – ou os menores que tentavam se esconder atrás de outros troncos. Como a área “estudada” tinha aproximadamente 10 hectares, a densidade de sete árvores por hectare nos pareceu bastante alta.

Os baobás representam a alta diversidade biológica existente em Madagascar 

Existem no planeta nove espécies de baobás: um na Austrália, dois no continente africano e nada menos do que seis espécies que só existem em Madagascar.
Na região de Morondava estão três das seis espécies nativas de baobás malgaxes. O baobá mais majestoso é o Adansonia grandidieri. Se as árvores jovens têm 200 a 300 anos de idade, as mais antigas podem chegar a 1.000 anos! Com até 30 metros de altura, a espécie é considerada como ameaçada de extinção.
O segundo baobá da região – Adansonia rubrostipa – é chamado Fony pelos locais. Seu tronco tem uma coloração mais avermelhada e é menor que o imponente grandidieri. O terceiro é o Za – Adansonia za – com cor mais escura e com uma forma irregular no topo. Segundo pesquisadores, as três espécies de baobás existem em uma estreita faixa de 20 a 30 quilômetros de largura e de, no máximo, 250 quilômetros de extensão.
O melhor exemplo da espécie rubrostipa é uma árvore dupla, apelidada de “baobás apaixonados”. Situados a 7 quilômetros da Alameda por uma estrada de areia, os baobás gêmeos cresceram entrelaçados e se tornaram um monumento para os casais de namorados. Existem outros “baobás apaixonados” espalhados pela região e todos são rubrostipa. Os locais confirmam que os maiores grandidieri não crescem envolvidos um ao outro.

O casal de “baobás apaixonados” é da espécie Adansonia rubrostipa 

Ao lado das árvores entrelaçadas, uma vendedora oferece uma escultura de madeira jacarandá dos “baobás apaixonados” 

Nesta época do ano, os baobás dão frutos; os redondos são das espécies grandidieri e rubrostipa

Mais de 40% da população de Madagascar tem 14 anos ou menos. Assim, não há lugar no país que não esteja cheio de crianças, quase sempre sorridentes e brincalhonas, mesmo se vivem em um estado que beira a pobreza.
Basta chegar uma caminhonete 4x4 com visitantes na Alameda dos Baobás para que a criançada curiosa apareça correndo. Foi o que aconteceu em uma área alagada, um pouco antes do núcleo de baobás da Alameda. Como havia alguns baobás grandiosos no fundo, paramos para ver se a paisagem era mesmo tão fotogênica.
Mas, desta vez, quem brilhou na foto não foram as árvores, mas duas amiguinhas que estavam nadando e pescando na lagoa rasa. Elas fizeram questão de receber o grupo de dez brasileiros cantando, saltando e dançando!

Duas meninas malgaxes que brincavam na lagoa correram para dar boas-vindas aos brasileiros de passagem 

A foto acima é um símbolo da alegria malgaxe, e, no próximo ano, quando eu retornar ao local, levarei uma ampliação em papel para dar às duas meninas. De fato, sabendo que retorno no mesmo local no ano seguinte, tenho praticado um ritual simples, mas que cria belos sorrisos: amplio fotos do ano anterior e distribuo dezenas de fotografias às pessoas que serviram de modelo.
Foi o que aconteceu com Tiana, uma menina que fotografei em 2015 entre os majestosos baobás da Alameda. Sabendo que ela morava no vilarejo vizinho, levei a ampliação. Logo depois que o sol desapareceu, encontramos Tiana, que ficou superfeliz com a ideia de receber sua foto de presente!

Tiana adorou receber a ampliação de sua foto tirada há um ano na Alameda dos Baobás 



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sábado, 22 de abril de 2017

7 eventos astronômicos em 2017

Cometa 45P/HMP - 7 a 11 de fevereiro


Logo no início de fevereiro, poderemos ter a chance de observar um belíssimo cometa conforme ele passa próximo da Terra. Em dezembro de 2016, o cometa 45P/Honda-MrKos-Pajdusakova passou bem perto do Sol, e em breve poderá ser visto nos céus logo antes do amanhecer, enquanto ruma na direção do Sistema Solar exterior.
No dia 11 de fevereiro de 2017, esse cometa fará sua máxima aproximação com a Terra, chegando a 12,3 milhões de km do nosso planeta. Mas os melhores momentos para observação serão entre os dias 7 e 11 de fevereiro, já que, de acordo com especialistas, há uma grande chance dele se tornar um objeto visível a olho nu. Se tudo der certo, ele poderá ser visto como uma pequena bola branca difusa, próximo das constelações de Aquila e Hercules. Fiquem ligados para mais informações sobre o cometa 45P/HMP! 

Eclipse Solar Anular - 26 de fevereiro 


Um dos eventos mais esperados do ano, o eclipse solar anular, acontecerá no dia 26 de fevereiro de 2017, e poderá ser visto parcialmente em praticamente toda a América do Sul e oeste da África. Alguns mais sortudos poderão ainda presenciar a totalidade do Eclipse Solar Anular, mais conhecido como Anel de Fogo, mas infelizmente, apenas uma pequena região do extremo sul da América do Sul e do sul da África é que poderá observar a totalidade desse evento. Por outro lado, grande parte do hemisfério sul terá a chance de observar o eclipse solar parcialmente. Mas existe um "porém": parte do norte da América do Sul (incluindo algumas áreas do norte e nordeste do Brasil) não poderá observar esse evento. Mas calma! Tem uma notícia boa pra vocês que moram nessa região. Continuem lendo a superlista para conferir...

Conjunção entre Mercúrio, Marte e Lua - 29 de março 


Durante o pôr do Sol, os observadores devem olhar para o horizonte oeste para presenciar uma pequena borda da Lua iluminada, que junto com Mercúrio e Marte, criará um belíssimo triângulo celeste.
Além desse conjunção, teremos a oportunidade de observar o planeta Mercúrio no auge de seu brilho e na máxima elongação, ou seja, momento em que ele ganha a máxima altura nos céus. Lembrando que para observar esse fenômeno você deve ter uma excelente visão de seu horizonte oeste, sem prédios, árvores ou montanhas. 

Conjunção Lua e Júpiter - 10 de abril


Durante o ano de 2017, o planeta Júpiter estará bem próximo da estrela Spica, da constelação de Virgem. Mas o que chamará ainda mais a nossa atenção será seu encontro com a Lua Cheia. No dia 10 de abril, Júpiter e Lua nascerão a leste enquanto o Sol se poe a oeste.
Um fato interessante é que apenas 3 semanas antes desse encontro, Júpiter estará em oposição, momento em que ganha o maior brilho e tamanho em todo o ano, portanto ele ainda estará bem mais brilhante do que estamos acostumados. 

Eclipse Solar Total - 21 de agosto 


Sim. Esse é provavelmente o evento astronômico mais aguardado de 2017. Infelizmente, a totalidade desse eclipse poderá ser vista apenas em poucas regiões do hemisfério norte...
Mas vocês se lembram do primeiro eclipse solar de 2017? Que acontece em fevereiro? Pois bem. Dessa vez, os felizardos da América do Sul serão aqueles que estarão no norte e no nordeste, pois é lá que esse eclipse solar poderá ser visto parcialmente! 
Mas é claro que o que chamará a atenção de todos é mesmo a totalidade. Acredita-se que todos os habitantes dos EUA estarão no máximo a 1 dia de viagem de uma das regiões onde a totalidade poderá ser vista. A última vez que isso aconteceu foi em 1979. Os ânimos por lá estão a flor da pele! 

Conjunção entre Vênus e Júpiter - 13 de novembro 


Dois dos mais brilhantes objetos celestes do céu noturno estarão quase grudados de acordo com o nosso ponto de vista. Logo antes do amanhecer, no dia 13 de novembro, Júpiter e Vênus se encontrarão a leste, e estarão separados por apenas 18 arc-minutos, ou seja, o espaço entre eles será praticamente igual a metade do tamanho da Lua. Mas lembre-se: esse encontro acontecerá muito próximo do horizonte!

Chuva de meteoros Geminidas - 13 e 14 de dezembro 


Durante todo o ano, ocorrem diversas chuvas de meteoros, porém, a Geminidas é uma das chuvas que mais chamam a nossa atenção. Além disso, nos dias 13 e 14 de dezembro, a Lua estará na fase minguante, e irá se pôr a oeste por volta da meia-noite. Isso significa que durante o melhor horário de observação (madrugada) os céus estarão completamente escuros, sem o brilho da Lua. Poderemos ver até cerca de 120 meteoros por hora riscando o firmamento ao redor do globo.
Agora é só torcer para que o clima nos ajude a observar alguns dos mais fantásticos eventos astronômicos de 2017. E claro, muitas novidades podem e devem surgir ao longo do ano... fiquem ligados!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

DISCOGRAFIA FOSTER THE PEOPLE

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Foster the People, uma banda americana de música indie pop, é composta por dois álbum de estúdio, um extended play (EP), oito videoclipes e singles, incluindo um promocional. A banda iniciou-se em 2009 na cidade de Los Angeles, Califórnia. O grupo é composto por Mark Foster (vocais, teclado, piano, sintetizadores, programação, guitarra, percussão), Cubbie Fink (baixo e backing vocal) e Mark Pôncio (bateria, percussão). Após a canção "Pumped Up Kicks", que se tornou um sucesso viral em 2010, o grupo assinou contrato com a editora discográfica Columbia Records no mesmo ano.
Em 18 de janeiro de 2011, foi lançado seu primeiro EP auto-intitulado nos Estados Unidos, mais tarde foi lançado o álbum de estreia, Torches em 23 de maio. O álbum debutou na primeira posição das tabelas musicais dos gêneros alternativo e rock,o álbum recebeu o certificado de disco de ouro nos Estados Unidos. O álbum também rendeu uma indicação ao Grammy para Melhor Álbum de Música Alternativa. O álbum teve um desempenho favorável, entrando no top 10 álbuns mais vendidos das paradas nos Estados Unidos, Canadá e Austrália. No Estados Unidos o álbum chegou nas paradas: Top Rock Albums e Top Modern Rock/Alternative Albums.

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O primeiro single, "Pumped Up Kicks", tornou-se um crossover nas rádios, alcançando o pico no número um na tabela Alternative Songs nos Estados Unidos, o número três na Rock Songs, Billboard Hot 100 e Canadian Hot 100, recebendo mais tarde o disco de ouro pela associação alemã Bundesverband Musikindustrie (BVMI). O segundo single, "Helena Beat", teve um desempenho gráfico menor ao primeiro, tendo atingido a primeira posição da Canadian Alternative Chart no Canadá e o septuagésimo quarto lugar na Austrália. O terceiro single, "Call It What You Want", também teve um desempenho menor, entrando apenas em duas tabelas musicais, na australiana e na britânica. O quarto single de Torches, "Don't Stop (Color on the Walls)", lançado em dezembro de 2011, alcançou a quinta e a terceira posição nas tabelas de músicas alternativa dos Estados Unidos e do Canadá, respectivamente. Também alcançou a trigésima segunda posição na Adult Pop Songs, e na vigésima posição no Rock Songs da Billboard.

Resultado de imagem para foster the people capa CD DO TORCHES, SUPER MODEL

Em 2014, a banda lançou seu segundo álbum de estúdio, Supermodel, que vendeu mais de 54 000 cópias na sua semana de estreia.


domingo, 9 de abril de 2017

LAGO TITICACA


Nativa da Ilha de Amantani avista o Titicaca

Em tempos remotos, uma comunidade vivia feliz em um vale dos Andes. Nada faltava para esses homens que não conheciam a morte, o ódio e a ambição. Os deuses das montanhas, denominados Apus, os protegiam com apenas uma condição: ninguém podia subir os montes, onde ardia o Fogo Sagrado. Um dia, espíritos malignos resolveram semear a discórdia, desafiando os habitantes a alcançarem o alto das montanhas como prova de coragem.
Os Apus, contrariados com a desobediência, soltaram os milhares de pumas que viviam em cavernas, exterminando toda a população. Diante da chacina, Inti, o Deus Sol, chorou por 40 dias e suas lágrimas inundaram o vale. Uma mulher e um homem sobreviveram em meio às águas e aos pumas, que se transformaram em estátuas de pedra. O casal chamou o lago que acabava de se formar de Titicaca (em quechua, "o lago dos pumas de pedra"), fundando, assim, o Império Inca.
Entre uma história e outra, começa a minha vivência de cinco dias pelas comunidades do mais alto lago navegável do mundo, a 3.810 metros acima do nível do mar. As populações que hoje vivem sobre as terras que emergem e rodeiam o Titicaca não somente preservam as lendas milenárias dos seus antepassados, como também compreendem a natureza como parte de um todo da qual fazemos parte. O cenário é mesmo um convite a compartilhar a vida: uma imensidão azul que contrasta com o branco das nuvens e dos picos nevados bem ao fundo. A sensação é de navegar entre o limite do céu e da terra. 

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Turistas de todos os cantos da planeta chegam diariamente para conferir a singular paisagem do segundo maior lago da América do Sul, dividido hoje entre os territórios do Peru e da Bolívia. Puno, terra ancestral de quechuas, aimaras, uros, pacajes, puquinas e outras diversas culturas pré-hispânicas que habitaram os Andes, é a cidade do lado peruano que serve de ponto de partida dos roteiros que levam às ilhas e comunidades à beira do Titicaca.
Uros é a primeira parada. A apenas 20 minutos de Puno, o arquipélago não é exatamente o que costumamos chamar de terra firme. Considerado um caso único no mundo, centenas de famílias vivem nas 40 ilhas artificiais feitas de totora, uma planta aquática que nasce no lago. Desde 1.200 d.C., os Uros vêm utilizando a fibra natural para a fabricação das suas ilhas, casas, barcos e artesanatos. O mais curioso é que esses habitantes, descendentes diretos de uma das culturas mais antigas do continente, também se alimentam da tal planta. 
Apesar de o guia que acompanha o meu grupo explicar que a principal atividade da população de 3.000 habitantes é a pesca artesanal, fica nítido que Uros e sua ilhas flutuantes sobrevivem hoje graças ao turismo promovido pelas agências que oferecem visitas diárias à ilha. Mas a permanência dos turistas na comunidade não dura mais que 30 minutos, tornando o contato entre estrangeiro e local um tanto distante. 


Casa da comunidade de Llachón recebe visitantes no programa de turismo vivencial

Mais uma hora de barco e me despeço do grupo para conhecer Llachón, comunidade quechua de 1.330 habitantes, localizada na ponta final da península de Capachica, às margens do Titicaca. Ao colocar o pé nas areias brancas da vazia praia do lugar, tive a certeza de que se tratava de terras menos conhecidas, ainda não contaminadas pelas empresas turísticas. 
Valentin Quispe, o campesino de 47 anos que me recebe para passar a noite em sua casa, explica que a proposta é que o visitante se hospede em uma das casas das famílias do lugar e participe das atividades mais rotineiras da comunidade como a pesca, a agricultura e o artesanato. A idéia não é exclusiva de Llachón e faz parte de um conceito chamado turismo vivencial, que surgiu na década de 70 na Ilha de Taquile, também terras do Titicaca. 
A comunidade de Llachón começou a se organizar para desenvolver o turismo rural, como essa modalidade de turismo também é conhecida, em 1996, tornando-se hoje um exemplo de conduta no ramo. "Fizemos um acordo para não vendermos nossas terras a ninguém de fora, além de decretarmos que está proibido a construção de hotéis e pousadas", declara Valentin, que vive no terreno que é de sua família há mais de 250 anos. 

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Um dos atrativos do lugar, além da vivência com os moradores, é uma caminhada de três horas (somando subida e descida) que leva a um templo cerimonial pré-inca, a mais de 4.000 metros de altitude. É no alto da montanha que se realiza todos os anos o Pago a la Tierra, o mais representativo ritual da religião andina. "Acreditamos na terra e no lago porque são sagrados. Queremos o turista responsável, que cuide do meio ambiente e que saiba respeitar a nossa cultura", deixa claro o campesino antes de eu seguir viagem. 
O porto seguinte é a Ilha de Amantaní, com 4.000 habitantes e a três horas e meia de barco de Puno. Aqui os interessados em experimentar o turismo vivencial (em sua maioria europeus) chegam todos os dias. Desde os anos 80, as famílias das nove comunidades acolhem os visitantes em suas casas de adobe preparadas para prestar serviços de hospedagem e alimentação. A atividade já se tornou ingresso econômico significativo para a polulação da ilha. 
"Antes eu não tinha lápis e caderno para a escola e com o turismo a situação melhorou um pouco para o meu filho", conta Justa Mamani Juli, mãe solteira de 33 anos, depois de criarmos mais intimidade. Os dois dias e as duas noites na casa dela foram definitivos para entender que o mais interessante dessa experiência é o tempo de estadia e a troca entre ambas as partes. "Fico feliz de conhecer gente de todo o mundo e saber mais sobre diferentes modos de viver", relata animada durante uma conversa nossa sobre o Brasil. 
Depois de passar a manhã colhendo ocas, uma espécie de tubérculo da região, de saborear a comida preparada a lenha e de bailar na noite de festa da comunidade vestida com a roupa típica do lugar, a despedida de Amantaní é dura, mas necessária. Chega a hora das águas me levarem até Taquile, a maior das ilhas do Titicaca e pioneira no turismo rural no Peru. 
Localizada a 35 km de Puno e com 1.700 habitantes, a ilha guarda vestígios das épocas pré-inca, inca e colonial, quando foi utilizada como prisão política até meados do século 20. "A partir da década de 70, Taquile passa a ser de fato dos taquilenhos que viram no resgate da sua cultura uma via de desenvolvimento econômico", explica Dario Huatta, prefeito do lugar, que já perdeu a essência do turismo vivencial. Hoje, os poucos turistas que passam a noite em Taquile se alojam nos restaurantes que também oferecem o serviço de hospedagem.
Uma característica sobressalente da ilha é o modo de vida baseado no antigo código moral dos incas: Ama Sua (não roube), Ama Quella (não minta) e Ama Llulla (não seja folgado). Descumprir estas leis significa ser penalizado, podendo até ser expulso. As tradições também se expressam através dos tecidos, cujos desenhos representam sua organização social. São os homens da ilha que produzem seus próprios gorros com cores que indicam a posição que ocupam na comunidade. 

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Quando aceitei o convite de Walter Calsin Juli, de 29 anos, para cortar pela primeira vez o cabelo da sua filha senti que estava definitivamente compartindo a vida com aquela gente. O barqueiro e sua mulher ensinam que, se os pais realizam os três primeiros cortes, a criança fica para sempre condenada. Eles entregam a pequena Analin Marília a mim, sua mais nova madrinha. Agora não tem mais jeito, tenho a minha história com o Titicaca.

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