terça-feira, 1 de setembro de 2026

OS GRUPOS DE RAP QUE NASCERAM DENTRO DO CARANDIRU

OS GRUPOS DE RAP QUE NASCERAM DENTRO DO CARANDIRU

Image

Image

Pouca gente sabe, mas o antigo Carandiru também foi o berço de alguns dos grupos de rap mais importantes ligados à cultura prisional brasileira.

Depois do massacre de 1992, a música passou a ocupar um espaço cada vez mais significativo dentro dos pavilhões. Presos escreviam letras, poemas e rimas sobre a vida na cadeia, a violência, a desigualdade, a família e a dificuldade de sobreviver dentro e fora do sistema.

E alguns desses presos acabaram formando verdadeiros grupos de rap dentro da própria Casa de Detenção.

Entre os grupos mais conhecidos estão Detentos do Rap, 509-E e Comunidade Carcerária

PAVILHÃO 9: O CORAÇÃO DA TRAGÉDIA DO CARANDIRU

Image

Image

Image

Image

O Pavilhão 9 do Carandiru antes da demolição. O prédio se tornou mundialmente conhecido após o massacre de 2 de outubro de 1992.

Entre todos os prédios que formavam a antiga Casa de Detenção de São Paulo, nenhum ficou tão conhecido quanto o Pavilhão 9.

Foi ali que, em 2 de outubro de 1992, aconteceu o episódio que transformaria para sempre o nome Carandiru em sinônimo de uma das maiores tragédias do sistema penitenciário brasileiro. Naquele dia, 111 presos morreram durante a intervenção da Polícia Militar para conter uma rebelião. 

Mas existe uma curiosidade importante: o Pavilhão 9 não era originalmente conhecido como um lugar destinado aos presos mais perigosos.

Na época do massacre, ele abrigava principalmente réus primários, ou seja, pessoas que estavam cumprindo sua primeira pena. O problema era a enorme superlotação. Segundo a Agência Brasil, havia 2.706 presos no Pavilhão 9, enquanto todo o complexo reunia 7.257 pessoas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

CARANDIRU: A HISTÓRIA DA CASA DE DETENÇÃO QUE MARCOU O BRASIL

Da maior penitenciária da América Latina ao Parque da Juventude: massacre, histórias de presos, livros, música, cinema, implosões e o que existe hoje no lugar onde funcionou o Carandiru.

Image

Image

Image

Image

Image

Image

Durante décadas, um enorme conjunto de prédios cercado por muralhas dominou a paisagem da Zona Norte de São Paulo. Era a Casa de Detenção de São Paulo, conhecida mundialmente simplesmente como Carandiru.

O lugar tornou-se sinônimo de superlotação, violência e das enormes contradições do sistema penitenciário brasileiro. Mas o Carandiru também foi palco de histórias humanas, livros, música, documentários e até manifestações artísticas produzidas por seus próprios presos.

Hoje, quem passa pelo local encontra árvores, áreas esportivas, escolas, biblioteca e espaços culturais.

É difícil imaginar que, naquele mesmo terreno, existiu uma das prisões mais famosas — e controversas — da história do Brasil.


COMO SURGIU O CARANDIRU?

A Casa de Detenção foi inaugurada em 21 de abril de 1920, na Zona Norte de São Paulo, em uma época em que a instituição era vista como uma penitenciária moderna para os padrões daquele período.

O projeto foi associado ao engenheiro-arquiteto Samuel das Neves e seguia conceitos penitenciários considerados avançados para a época. 

O problema começou quando o crescimento da população carcerária ultrapassou completamente a capacidade planejada.

Ao longo das décadas, novos pavilhões foram construídos e o complexo cresceu até se transformar em uma verdadeira "cidade atrás das grades".

Em determinados períodos, o Carandiru chegou a abrigar mais de 8 mil presos

A antiga Casa de Detenção de São Paulo, conhecida como Carandiru, tornou-se um dos maiores símbolos do sistema penitenciário brasileiro.


O MASSACRE DO CARANDIRU

Image

Image

Image

Image

Image

Image

Image

O episódio que definitivamente colocaria o nome Carandiru na história aconteceu em 2 de outubro de 1992.

Uma briga entre presos no Pavilhão 9 desencadeou uma rebelião. Policiais militares entraram no prédio para controlar a situação.

O resultado foi uma das maiores tragédias da história do sistema penitenciário brasileiro.

111 presos morreram. 

O episódio passou a ser conhecido como Massacre do Carandiru.

Até hoje, o acontecimento provoca debates sobre violência policial, sistema penitenciário, direitos humanos, responsabilidade do Estado e memória histórica.

Um detalhe importante: apesar de o número oficial consolidado ser de 111 mortos, relatos de sobreviventes e outras fontes ao longo dos anos apresentaram divergências sobre a quantidade de vítimas. Por isso, a cifra oficial de 111 é a mais utilizada em registros históricos.


O PAVILHÃO 9 — O LUGAR MAIS FAMOSO DO CARANDIRU

O Pavilhão 9 tornou-se o espaço mais associado à tragédia de 1992.

Era destinado principalmente a presos provisórios e réus primários e estava extremamente superlotado.

Foi justamente ali que ocorreu a intervenção policial que terminou com as 111 mortes.

Depois do massacre, o número 111 tornou-se um símbolo.

O artista Nuno Ramos, por exemplo, criou obras relacionadas às vítimas, incluindo uma instalação com 111 tijolos, cada um associado ao nome de um dos mortos. 


DRAUZIO VARELLA E O LIVRO QUE REVELOU O CARANDIRU AO BRASIL

Image

Image

Image

Image

Image

Image

Uma das pessoas mais associadas à história do Carandiru é o médico e escritor Drauzio Varella.

Durante anos, ele trabalhou como voluntário na Casa de Detenção, atendendo presos e conhecendo de perto a rotina do complexo.

A experiência deu origem ao livro Estação Carandiru, lançado em 1999.

A obra se tornou um dos mais importantes relatos sobre o cotidiano dentro da prisão e ajudou a transformar o Carandiru em um assunto conhecido por milhões de brasileiros.

O livro também serviu de base para o filme Carandiru, dirigido por Hector Babenco e lançado em 2003.

A produção cinematográfica levou para as telas personagens e histórias inspirados nos relatos reunidos por Varella.


JOCENIR E A HISTÓRIA POR TRÁS DE "DIÁRIO DE UM DETENTO"

Image

Image

Image

Image

Uma das histórias mais interessantes envolvendo o Carandiru está ligada à música "Diário de um Detento", dos Racionais MC's.

O autor e ex-detento Jocenir, nome pelo qual ficou conhecido Josemir Prado, passou cerca de quatro anos preso, sendo a maior parte desse período na Casa de Detenção do Carandiru. 

Jocenir era conhecido dentro da prisão por escrever cartas, poemas e textos para outros presos.

Em 1996, Mano Brown visitou o Carandiru e conheceu Jocenir. Os dois acabaram desenvolvendo uma parceria que resultaria na famosa música "Diário de um Detento"

A música, lançada pelos Racionais MC's, tornou-se uma das obras mais importantes do rap brasileiro e ajudou a apresentar ao grande público uma perspectiva de quem vivenciou o sistema prisional.

Jocenir posteriormente publicou o livro Diário de um Detento: o Livro, em 2001.

A MALDIÇÃO DE THE OMEN: OS ACIDENTES, AS TRAGÉDIAS E A TRILHA SONORA QUE PARECIA TER SIDO FEITA PELO PRÓPRIO DEMÔNIO

Image

Image

Image

Image

Image

“Se algo assustador acontecer com você hoje, pense nisso. Pode ser The Omen.”

Poucos filmes de terror conseguiram construir ao redor de si uma atmosfera tão macabra quanto The Omen — A Profecia, clássico lançado em 1976. O filme já seria lembrado pela história de Damien, o menino que aparentemente é o Anticristo. Mas, durante e depois das filmagens, uma sequência impressionante de acidentes e acontecimentos trágicos fez nascer uma das mais famosas histórias de “filmes amaldiçoados” do cinema.

E havia ainda outro elemento perturbador: a música.

A trilha composta por Jerry Goldsmith, especialmente o tema “Ave Satani”, transformou vozes humanas e referências religiosas em algo assustadoramente profano. O resultado foi tão marcante que Goldsmith ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora — justamente por uma obra criada para acompanhar a história do Anticristo. 

Mas afinal: The Omen era realmente amaldiçoado?

Ou tudo não passou de uma sequência extraordinária de coincidências?


O FILME QUE COMEÇOU COM O NÚMERO 666

The Omen foi dirigido por Richard Donner, com roteiro de David Seltzer e produção de Harvey Bernhard. No elenco estavam Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Billie Whitelaw e o jovem Harvey Stephens, que interpretou Damien.

O filme chegou aos cinemas americanos em 25 de junho de 1976, tinha 111 minutos de duração e rapidamente se transformou em um grande sucesso. 

A história começa em Roma.

Robert Thorn, um diplomata americano, descobre que seu filho morreu durante o parto. Para poupar sua esposa da terrível notícia, ele aceita secretamente adotar outra criança.

O bebê nasce justamente às 6h da manhã do dia 6 de junho.

Seu nome?

Damien.

Image

Image

Image

Image

Image

Damien, interpretado por Harvey Stephens, tornou-se uma das crianças mais assustadoras da história do cinema de terror.

A partir daí, acontecimentos inexplicáveis começam a cercar a família Thorn.

Mortes.

Acidentes.

Fotografias aparentemente reveladoras.

E uma descoberta aterradora: Damien não é uma criança comum.

O próprio material de referência do American Film Institute registra que o filme abre com a passagem bíblica associada ao número da Besta, 666, estabelecendo desde os primeiros segundos a ligação entre Damien e o Apocalipse. 


A “MALDIÇÃO” COMEÇA ANTES MESMO DAS FILMAGENS

Foi durante a produção que a lenda da maldição começou a ganhar força.

E alguns dos acontecimentos são realmente documentados.

Segundo o Turner Classic Movies, tanto Gregory Peck quanto o roteirista David Seltzer tiveram aviões atingidos por raios durante suas viagens para a Inglaterra.

Mas isso foi apenas o começo.

O diretor Richard Donner também teve um encontro assustador com a violência da época: o hotel onde estava hospedado foi bombardeado pelo IRA

E então veio um dos episódios mais perturbadores de todos.


O VOO QUE GREGORY PECK NÃO PEGOU

Gregory Peck deveria viajar para Israel em um determinado voo.

Porém, ele acabou cancelando a viagem e optou por outro voo particular.

A aeronave que originalmente levaria Peck acabou caindo, matando todos os passageiros.

É um dos acontecimentos que mais alimentaram a ideia de que alguma força sobrenatural estaria tentando impedir a realização do filme. 

Naturalmente, não existe evidência de que o acidente tenha qualquer relação sobrenatural com The Omen.

Mas imagine estar produzindo justamente um filme sobre o Anticristo e descobrir que o avião que você deveria ter embarcado caiu...

É o tipo de coincidência que transforma uma produção cinematográfica em lenda.


O ACIDENTE NO PRIMEIRO DIA DE FILMAGENS

Como se não bastasse, no próprio início da produção ocorreu outro acidente.

Membros da equipe se envolveram em uma colisão frontal de automóveis.

Novamente, ninguém poderia provar qualquer ligação com o filme.

Mas, quando uma história já envolve o Anticristo, mortes misteriosas e o número 666, coincidências aparentemente comuns começam a ganhar uma aparência muito mais sinistra. 

Image

Image

Image

Image

Image

Richard Donner durante as filmagens de The Omen. A produção acabou cercada por uma série de acontecimentos que alimentaram a lenda da “maldição”.


A TRAGÉDIA NO SAFÁRI

Outro episódio frequentemente associado à maldição ocorreu depois das filmagens de uma sequência envolvendo babuínos.

A produção utilizou um parque de safári para uma das cenas mais perturbadoras do filme.

Pouco depois da saída da equipe, um funcionário do parque foi atacado e morto por um leão.

O acontecimento não ocorreu durante a filmagem, mas acabou sendo incorporado posteriormente à longa lista de acontecimentos considerados “sinistros” pelos envolvidos e pelos fãs. 

É importante fazer uma distinção:

os acidentes e mortes aconteceram de fato; a ideia de que eles foram provocados por uma “maldição” nunca foi comprovada.

E essa diferença é fundamental.


A CENA DA DECAPITAÇÃO QUE CHOCOU O CINEMA

Entre as cenas mais famosas de The Omen está a morte do fotógrafo Keith Jennings, interpretado por David Warner.

Uma lâmina de vidro atravessa o cenário e o resultado é uma das mortes mais memoráveis do terror dos anos 1970.

A cena foi criada sem os recursos digitais que existem atualmente, o que tornou sua realização especialmente complicada.

Image

Image

Image

A famosa sequência envolvendo Keith Jennings tornou-se uma das cenas mais lembradas do filme.

A cena também contribuiu para a fama de The Omen como uma produção extremamente perigosa e macabra.

Mas havia algo ainda mais assustador esperando o público:

a música.


JERRY GOLDSMITH E A TRILHA SONORA DO INFERNO

Se o filme já era perturbador visualmente, Jerry Goldsmith encontrou uma maneira de fazê-lo parecer ainda mais assustador.

Goldsmith criou uma trilha predominantemente orquestral e coral, utilizando vozes humanas de maneira pouco convencional.

O objetivo não era simplesmente fazer uma música assustadora.

Ele queria criar algo que soasse como um canto religioso corrompido.

Image

Image

Image

Image

Image

Jerry Goldsmith foi responsável por uma das trilhas sonoras mais perturbadoras da história do cinema.

Goldsmith chegou à ideia de criar uma espécie de versão satânica de um canto gregoriano, utilizando elementos associados à liturgia e invertendo seu sentido para combinar com a narrativa do filme. 

O resultado recebeu um nome que se tornou lendário:

“AVE SATANI”


“AVE SATANI”: A MÚSICA QUE PARECIA UMA MISSA NEGRA

O título é uma construção em latim associada à ideia de “Salve, Satanás”.

Goldsmith trabalhou com elementos de canto coral e frases em latim para criar uma espécie de espelho sombrio da música religiosa tradicional.

O resultado é perturbador justamente porque o cérebro reconhece aquela sonoridade como algo próximo de uma cerimônia religiosa.

Mas alguma coisa está errada.

As vozes não parecem celebrar Deus.

Parecem invocar alguma coisa.

Image

Image

Image

Image

O coral de The Omen transforma elementos tradicionalmente associados à música sacra em uma experiência sonora ameaçadora.

Um estudo musicológico publicado em 2024 destacou justamente esse aspecto de “Ave Satani”, analisando a composição como um elemento narrativo fundamental para representar o conflito entre o bem e o mal. 


O MAIS ESTRANHO: O OSCAR

E aqui está uma das grandes ironias da história.

A música criada para um filme sobre o Anticristo acabou levando seu compositor ao maior prêmio do cinema.

Na cerimônia do Oscar de 1977, Jerry Goldsmith venceu o prêmio de Melhor Trilha Sonora Original por The Omen.

Ave Satani” também foi indicada na categoria de Melhor Canção Original. 

Ou seja:

uma das trilhas mais sombrias do cinema ganhou um Oscar.

E isso não foi apenas uma indicação simbólica.

Goldsmith recebeu o único Oscar competitivo de sua longa carreira justamente por The Omen


POR QUE A TRILHA É TÃO ASSUSTADORA?

A genialidade de Goldsmith está justamente em não depender apenas de sons agressivos.

Ele utiliza:

  • cordas;

  • instrumentos de orquestra;

  • elementos melódicos;

  • coral;

  • mudanças repentinas de intensidade;

  • vozes humanas;

  • referências sonoras à música religiosa.

O contraste é essencial.

Em determinados momentos, a música pode parecer quase bela.

Então o coral surge.

E aquilo que parecia familiar passa a soar ameaçador.

É uma das razões pelas quais a trilha de The Omen continua sendo tão influente no cinema de horror.


A MALDIÇÃO ERA REAL?

Essa é a parte que torna a história ainda mais interessante.

Não existe comprovação de que The Omen tenha sido realmente amaldiçoado.

Os acontecimentos associados à produção são reais ou possuem registros históricos, mas a interpretação de que eles foram provocados por alguma entidade sobrenatural pertence ao campo da lenda, coincidência e folclore cinematográfico.

E talvez seja justamente isso que tornou a história tão poderosa.

Porque não estamos falando de uma única tragédia.

Foram vários acontecimentos extraordinários reunidos em torno de um filme cujo tema já era o próprio mal.

Image

Image

Image

Damien se tornou um dos grandes símbolos do terror sobrenatural dos anos 1970.


UMA COINCIDÊNCIA QUE PARECIA UMA PROFECIA

Talvez o detalhe mais curioso seja a maneira como o próprio estúdio explorou o número 666 na divulgação.

A campanha de marketing utilizou o número da Besta como parte da identidade visual do filme.

E houve pré-estreias realizadas em 6 de junho de 1976 — 6/6/76.

Não era exatamente uma coincidência: foi uma estratégia de marketing deliberada para reforçar o conceito do filme.

Mas funcionou.

O público entrou no clima.

A imprensa começou a falar sobre a suposta maldição.

E a produção ganhou uma aura de perigo que nenhum departamento de publicidade conseguiria criar sozinho. 


THE OMEN E A MALDIÇÃO QUE SOBREVIVEU AO FILME

Depois do sucesso de 1976, a história de Damien continuou em outras produções, incluindo Damien: Omen II, The Final Conflict e outras adaptações e continuações. 

Mas nenhuma conseguiu reproduzir completamente a combinação que tornou o primeiro filme tão especial:

um roteiro perturbador + uma atmosfera religiosa + mortes memoráveis + o mistério do 666 + uma produção cercada de acidentes + e uma das maiores trilhas sonoras do terror.

E talvez seja justamente por isso que The Omen continue sendo lembrado quase 50 anos depois.


A VERDADEIRA “MALDIÇÃO”

No fim das contas, talvez a verdadeira maldição de The Omen não esteja no sobrenatural.

Ela está na nossa própria imaginação.

Quando um filme fala sobre o Anticristo, utiliza o número 666, apresenta mortes violentas e ainda é acompanhado por acidentes reais durante sua produção, o cérebro humano naturalmente começa a procurar uma conexão.

Coincidência?

Destino?

Ou algo mais?

Nunca saberemos.

Mas uma coisa é certa:

quando os primeiros acordes de “Ave Satani” começam a tocar, fica difícil não sentir que alguma coisa terrivelmente errada está prestes a acontecer.

E talvez essa seja a maior prova da genialidade de Jerry Goldsmith.

Ele não precisou invocar o demônio.

Bastou fazer o público acreditar que ele estava na sala.


CURIOSIDADES MACABRAS SOBRE THE OMEN

🔸 1. O filme foi lançado nos Estados Unidos em 25 de junho de 1976

🔸 2. A história começa em 6 de junho, às 6h da manhã, estabelecendo o simbolismo do 666. 

🔸 3. O filme recebeu duas indicações ao Oscar em 1977.

🔸 4. Jerry Goldsmith ganhou o Oscar de Melhor Trilha Sonora Original

🔸 5. “Ave Satani” foi indicada a Melhor Canção Original

🔸 6. Aviões relacionados a Gregory Peck e David Seltzer foram atingidos por raios durante a produção. 

🔸 7. O hotel onde Richard Donner estava hospedado foi bombardeado pelo IRA. 

🔸 8. O voo que Gregory Peck originalmente pretendia pegar caiu, matando todos a bordo. 

🔸 9. Um acidente envolvendo membros da equipe ocorreu no primeiro dia de filmagens. 

🔸 10. Apesar da fama de “filme amaldiçoado”, não existe evidência de que os acontecimentos tenham origem sobrenatural.


THE OMEN — UM FILME, UMA TRILHA E UMA LENDA

The Omen permanece como um daqueles casos em que a realidade acabou sendo quase tão assustadora quanto a ficção.

O filme queria contar a história do Anticristo.

Mas, durante sua produção, uma série de acontecimentos trágicos criou uma história paralela que o cinema jamais conseguiu apagar.

E quando “Ave Satani” começa...

talvez seja melhor não olhar para trás.

Afinal, algumas lendas não precisam ser verdadeiras para continuarem assustando.